terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mandela, o capitão

Tanto já foi escrito sobre Mandela que pouco ou nada resta para acrescentar.
De qualquer forma vale a tentativa como forma de homenageá-lo.


Entre os vários fatos da vida de Nelson Mandela, encontrei dois que possuem estreita relação com o esporte:

1 – O líder sul-africano foi praticante de boxe, esporte inclusive citado por ele em sua autobiografia: "O boxe é igualitário. No ringue, posição, idade, cor e riqueza são irrelevantes. Quando você está diante de um oponente, você não pensa na cor ou na posição social dele”.

Tal fato, reforça a importância dos princípios do esporte e como esses devem servir de referência para a civilização.
São princípios que referendam o quão abomináveis são as segregações feitas em função de cor, raça, ou classe social.
Afinal de contas, as diferenças entre pessoas deveriam se fazer valer na forma de ser, no respeito, na busca constante pela justiça e no comportamento que se tem diante das derrotas e, também, das vitórias. 
O esporte está cheio de exemplos de atletas, de todas as raças e origens, que durante as competições não medem esforços para vencer, mas ao final reconhecem a importância e o valor do oponente, independente do resultado.
Claro que existem exceções, as quais mancham a atividade, mas felizmente trata-se de uma minoria que não chega a manchar o esporte, até porque ali estão por mero acaso ou pela morosidade nas execuções criminais.

2 – Mandela, logo após ter assumido a presidência em 1994, não mediu esforços para que a Copa do Mundo de rúgbi de 1995 fosse disputada na África do Sul, de forma que a torcida pela seleção nacional conseguisse unir brancos e negros. 
Tarefa das mais complicadas após tantos anos de apartheid.
O filme “Invictus” - dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman, no papel de Mandela e Matt Damon representando François Pienaar, capitão da equipe sul-africana - narra a história de todo esse processo, que culminou com a vitória da seleção local sobre a favorita Nova Zelândia na final do campeonato.
Essa iniciativa de Mandela pode ser considerada um case, pois conseguiu utilizar o esporte de forma ética para atingir os objetivos de uma causa.
Ou seja, identificou que a paz na população era condição fundamental para a melhoria da governabilidade do país e assim buscou um evento esportivo com características apropriadas.

São passagens que ficarão para sempre na memória dos que admiram o esporte e a luta de Mandela.


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